Osteoma osteóide do joelho: sintomas e tratamento
Conheça as causas de osteoma osteóide do joelho, sinais de alerta e como tratar.
O osteoma osteóide do joelho é uma causa incomum de dor na articulação, mais observada em adolescentes e adultos jovens.
É um tumor ósseo benigno, geralmente pequeno, mas que pode provocar dor forte e contínua.
Em muitos casos, a intensidade do sintoma parece maior do que o que aparece nos exames no começo da investigação. Mesmo sendo benigno, o impacto funcional pode ser relevante.
A dor costuma interferir no sono, limitar atividades diárias e atrasar o diagnóstico, especialmente quando o quadro é confundido com lesões esportivas ou processos inflamatórios comuns do joelho.
Osteoma osteóide do joelho o que é
O osteoma osteóide é um tumor ósseo primário benigno, geralmente menor que 1,5 cm. Quando ultrapassa 2 cm, passa a ser classificado como osteoblastoma.
No joelho, ele pode acometer o fêmur distal, a tíbia proximal ou, em situações menos comuns, a patela.
Esse tumor produz uma área central chamada de nicho, rodeada por osso reacional esclerótico. A atividade metabólica local explica a dor intensa, mesmo em lesões muito pequenas.
A causa exata ainda não é totalmente conhecida, mas a faixa etária mais comum vai de 10 a 25 anos, com maior ocorrência em homens.
Quando a lesão se instala perto da articulação, ou dentro dela, pode irritar a sinóvia e levar à rigidez, com diminuição da mobilidade do joelho.
Sintomas
A dor é o sintoma mais característico do osteoma osteóide do joelho.
Trata-se de uma dor profunda, contínua, que costuma piorar à noite e melhora de forma significativa com o uso de anti-inflamatórios não hormonais ou aspirina.
Dependendo da localização, podem surgir sinais associados:
- Dor localizada persistente no joelho.
- Sensibilidade ao toque em um ponto específico.
- Inchaço discreto ao redor da articulação.
- Rigidez articular em casos intra-articulares.
- Limitação funcional progressiva.
Em crianças, o quadro pode ser menos exuberante, o que contribui para atrasos no reconhecimento da doença.
Diagnóstico
O diagnóstico do osteoma osteóide do joelho é baseado na combinação de história clínica e exames de imagem. O padrão de dor noturna com alívio medicamentoso levanta forte suspeita.
- A radiografia simples pode mostrar o nicho central cercado por esclerose óssea. Mesmo assim, em muitos casos o RX inicial não é conclusivo.
- A tomografia computadorizada costuma ser o exame mais sensível para visualizar o nicho tumoral e localizar a lesão com precisão.
- A ressonância magnética complementa a avaliação, principalmente para identificar edema ósseo e sinais de inflamação sinovial, algo mais relevante quando existe envolvimento articular.
Em apresentações menos típicas, pode ser indicada biópsia para confirmar o diagnóstico e afastar outras lesões ósseas.
Tratamento
O tratamento depende da intensidade dos sintomas e do impacto funcional.
Em parte dos pacientes, o controle da dor com anti-inflamatórios pode ser suficiente, já que existem casos em que a lesão regride com o passar do tempo.
Quando a dor se mantém, atrapalha as atividades ou leva a uso frequente de medicação, costuma-se considerar uma abordagem definitiva para resolver o problema.
- Ablação por radiofrequência guiada por tomografia.
- Ressecção cirúrgica do nicho tumoral.
- Curetagem óssea em casos selecionados.
A ablação por radiofrequência se consolidou como uma das opções mais empregadas, por exigir pouca agressão ao tecido, apresentar bons resultados e permitir reabilitação mais rápida.
O seguimento com médico ortopedista de joelho faz diferença para definir a conduta mais adequada, não prolongar a investigação e reduzir a chance de dor prolongada ou perda funcional.
FAQs
O osteoma osteóide do joelho é câncer?
Não. Trata-se de um tumor benigno, sem potencial de metástase.
A dor sempre piora à noite?
Na maioria dos casos, sim. Esse padrão é um dos sinais mais típicos da doença.
Anti-inflamatórios resolvem o problema?
Eles aliviam a dor, mas não removem o tumor.
A cirurgia é sempre necessária?
Não. A indicação depende da intensidade dos sintomas e da resposta ao tratamento clínico.
Quanto tempo leva a recuperação após radiofrequência?
Em geral, o retorno às atividades ocorre em poucas semanas, com alívio rápido da dor.



