Quanto tempo para dobrar o joelho após cirurgia de LCA
Guia completo sobre quanto tempo para dobrar o joelho após cirurgia de LCA, metas por semanas, fatores que atrasam e sinais de alerta.
Quanto tempo para dobrar o joelho após cirurgia de LCA é uma dúvida comum entre meus pacientes porque a flexão não volta “do nada”.
Ela depende de controle da dor, redução do inchaço, proteção do enxerto e progressão correta da fisioterapia.
O objetivo no início não é forçar a amplitude a qualquer custo, e sim recuperar o movimento com segurança, sem irritar o joelho ou comprometer a cicatrização.
A recuperação da flexão costuma ser avaliada em marcos (semanas), já que cada caso tem variações: técnica cirúrgica, tipo de enxerto, lesões associadas (menisco, cartilagem), nível de inchaço e adesão ao plano de reabilitação.
O que é considerado “dobrar bem” o joelho após cirurgia de LCA
A flexão do joelho é medida em graus. Para atividades do dia a dia, alguns números ajudam a entender a meta:
- Caminhar em terreno plano usa pouca flexão (em geral, até 60°).
- Subir escadas pode exigir perto de 80° a 90°.
- Sentar e levantar de cadeira costuma pedir próximo de 90° a 100°.
- Agachar mais fundo passa de 110° a 120°.
O foco inicial costuma ser recuperar a extensão completa (esticar totalmente) e, em paralelo, ganhar flexão de forma progressiva.
Quanto tempo para dobrar o joelho após cirurgia de LCA
Na maioria dos protocolos, a flexão evolui por faixas de tempo, com metas realistas:
Primeiras 2 semanas
Em muitos pacientes, a flexão já começa a retornar dentro desse período, com metas frequentes entre 60° e 90°, dependendo do inchaço e da dor.
A prioridade é controlar o derrame articular (líquido no joelho) e evitar a rigidez.
Entre 3 e 6 semanas
É comum buscar algo em torno de 100° a 120° de flexão, com movimento mais confortável.
Aqui, a fisioterapia costuma avançar com exercícios de mobilidade, ativação do quadríceps e treino de marcha, sempre respeitando o que o joelho “aceita” sem piorar o inchaço.
Entre 6 e 12 semanas
Muitos pacientes alcançam flexão próxima do normal ou muito funcional para rotina, frequentemente acima de 120°.
Ainda pode existir uma sensação de travamento por edema, rigidez matinal ou desconforto no final do arco, o que tende a melhorar com progressão bem conduzida.
Após 3 meses
Se houver limitação persistente, o time de saúde costuma investigar causas: rigidez capsular, aderências, dor por sobrecarga precoce, ou restrições por lesões associadas.
Nessa fase, a maior parte das pessoas já dobra bem para tarefas diárias, mas o retorno esportivo segue outro ritmo.
Esses marcos são referências. Quando há sutura meniscal, reparo de cartilagem ou outras estruturas envolvidas, o ganho de flexão pode ser limitado por mais tempo para proteger o reparo.
O que pode atrasar a flexão
Alguns fatores travam a evolução e precisam ser controlados cedo:
Inchaço e dor mal controlados
Joelho inchado dobra menos. Se a articulação reage com derrame após cada sessão, é sinal de ajuste necessário na carga.
Falta de extensão total
Curiosamente, perder a extensão atrapalha o caminhar e também a flexão, porque altera o padrão do movimento e aumenta a proteção muscular.
Medo de movimentar ou excesso de repouso
Evitar qualquer movimento por receio costuma piorar a rigidez. Movimento orientado e progressivo é parte do tratamento.
Excesso de intensidade cedo
Forçar a amplitude “na marra” pode inflamar o joelho, gerar mais derrame e atrasar o ganho de flexão.
Lesões associadas e restrições do protocolo
Menisco e cartilagem mudam o jogo. Em alguns casos, a flexão é deliberadamente limitada nas primeiras semanas.
O que ajuda a dobrar o joelho com segurança
Confira alguns pilares bem consistentes na prática clínica:
- Controle do edema: gelo, compressão, elevação e ajustes de carga.
- Recuperar a extensão completa o quanto antes, quando liberado.
- Mobilidade progressiva orientada pela fisioterapia, com metas semanais.
- Ativação do quadríceps e controle do movimento da patela.
- Fortalecimento gradual sem provocar derrame no dia seguinte.
Um ponto importante: acompanhar a evolução no pós-operatório com cirurgião ortopedista especialista em joelho ajuda a ajustar o ritmo da reabilitação, identificar limitações por lesões associadas e reduzir o risco de rigidez.
Sinais de alerta: quando procurar avaliação antes do previsto
Procure reavaliação se ocorrer:
- Aumento importante do inchaço e da dor que não melhora com medidas simples.
- Perda de extensão ou piora progressiva da mobilidade.
- Febre, vermelhidão importante, calor local intenso ou secreção na ferida.
- Sensação de bloqueio mecânico verdadeiro (não só “endurecido” por inchaço).
Expectativa realista para a maioria dos pacientes
Em termos práticos, muitos pacientes voltam a dobrar o joelho para sentar com mais conforto entre 3 e 6 semanas, e alcançam flexão bem funcional até 12 semanas.
O caminho pode ser mais rápido ou mais lento, e isso não significa automaticamente que algo “deu errado”. O que importa é a tendência de melhora e o joelho não reagir com derrame repetido.
FAQs
1) Em quantos dias consigo dobrar o joelho após LCA?
Muita gente inicia ganho de flexão já na primeira semana, mas o ritmo varia com dor, inchaço e tipo de cirurgia.
2) Qual é uma boa meta de flexão nas 2 primeiras semanas?
Em vários protocolos, busca-se algo entre 60° e 90°, sempre sem piorar o inchaço.
3) É normal sentir o joelho “duro” para dobrar no começo?
Sim. Edema e proteção muscular deixam o joelho rígido, e isso costuma melhorar com reabilitação progressiva.
4) Menisco operado junto muda o tempo para dobrar?
Sim. Em casos de sutura meniscal ou reparo de cartilagem, o protocolo pode limitar flexão por algumas semanas.
5) Quando a falta de flexão vira preocupação?
Quando não há progresso ao longo das semanas, quando o joelho vive inchado após exercícios ou quando há bloqueio mecânico, vale reavaliar.



