Prótese de Joelho

Sintomas de Rejeição de Prótese de Joelho: Saiba quais são

Entenda os sinais de rejeição de prótese de joelho e a importância de uma avaliação médica imediata.

Muita gente usa a expressão “rejeição de prótese de joelho” para falar de qualquer problema após a artroplastia.

Na prática, esse termo reúne situações diferentes, como infecção, afrouxamento do implante, instabilidade e, mais raramente, sensibilidade ao metal.

Por isso, o mais importante não é tentar nomear o problema em casa, e sim reconhecer os sintomas de rejeição de prótese de joelho que fogem do esperado.

Dor que piora, inchaço crescente, secreção na ferida, febre ou uma prótese que antes funcionava bem e passa a falhar merecem avaliação médica sem demora.

Principais causas por trás dos sintomas de rejeição de prótese de joelho

Quem procura por sintomas de rejeição de prótese de joelho geralmente quer saber o que pode estar acontecendo de verdade.

Veja abaixo as causas mais importantes.

Infecção da prótese

A infecção é uma das complicações que mais exigem atenção.

Os sinais mais comuns são dor, inchaço, calor, vermelhidão, drenagem pela ferida, febre, calafrios e rigidez crescente, podendo surgir logo após a cirurgia ou até anos depois.

Isso acontece porque bactérias podem alcançar a prótese durante a cirurgia ou posteriormente, vindas de outros focos do corpo.

Como o implante é feito de metal e plástico, o sistema imune tem mais dificuldade para eliminar esses microrganismos quando eles aderem ao material.

Afrouxamento ou soltura da prótese

Com o passar do tempo, uma prótese pode se soltar do osso e começar a doer.

Nesses casos, o paciente pode notar dor ao apoiar o peso, perda de confiança para caminhar, alteração do alinhamento e sensação de instabilidade.

O desgaste dos componentes, o excesso de carga sobre o joelho e a perda óssea ao redor do implante podem contribuir para esse processo.

Nem sempre a causa é infecção, por isso a avaliação de um ortopedista referência em próteses de joelho é essencial para separar soltura asséptica de infecção periprotética.

Instabilidade, desgaste e outros problemas mecânicos

Outra possibilidade é a prótese estar estável no raio-X, mas o joelho funcionar mal por frouxidão ligamentar, mau alinhamento, rigidez importante ou desgaste dos componentes.

O paciente costuma relatar inchaço recorrente, dor nas atividades e a sensação de que o joelho “falha” ao levantar ou caminhar.

Também existem complicações menos lembradas, como fraturas ao redor da prótese, problemas de cicatrização e trombose.

Por isso, falar em “rejeição” como se fosse uma única doença simplifica demais um quadro que pode ter várias origens.

Alergia ou sensibilidade ao metal

A alergia ao metal existe, mas é rara como causa de falha da prótese.

Quando ela é cogitada, é depois que outras causas mais comuns, como infecção, soltura e instabilidade, já foram investigadas.

Os sinais que podem levantar essa suspeita incluem coceira, rash, alteração de cor da pele perto da articulação e, às vezes, dor, inchaço e rigidez.

Ainda assim, esses sintomas não provam alergia por si só, e a cirurgia de revisão por esse motivo é reservada para situações bem selecionadas.

Quando procurar atendimento com urgência

Nem todo desconforto precisa de pronto-socorro, mas alguns cenários merecem ação rápida.

O ideal é falar com o seu cirurgião ou buscar avaliação urgente quando houver sinais que apontem para infecção, trombose ou outra complicação relevante.

  • Febre alta, calafrios ou mal-estar importante;
  • Pus, secreção ou abertura da ferida;
  • Vermelhidão, dor e inchaço que estão piorando;
  • Dor forte na panturrilha ou inchaço novo na perna;
  • Falta de ar ou dor no peito junto com inchaço na perna.

Os dois últimos sinais merecem atenção especial porque podem indicar trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. Nessa situação, não é caso de esperar para ver se melhora sozinho.

Como o diagnóstico é feito

O diagnóstico começa com história clínica e exame físico.

O médico vai perguntar quando os sintomas começaram, se a prótese já funcionou bem antes, se houve febre, queda, infecção em outro local do corpo e como está a evolução da cicatriz.

Depois disso, podem ser solicitados exames de imagem e de sangue.

Raio-X, cintilografia óssea, PCR, VHS e, quando necessário, punção do joelho para análise do líquido articular ajudam a diferenciar infecção, soltura e outras causas de dor após a cirurgia de prótese.

Tratamento: o que pode ser feito

O tratamento varia de acordo com a origem do problema e há quanto tempo ele está presente.

Quando a infecção é superficial e identificada no início, o uso de antibióticos pode ser suficiente.

Já nos quadros mais profundos, pode ser necessário operar, com medidas que podem incluir a limpeza da articulação, a substituição das peças plásticas ou até a troca completa da prótese.

Nos casos de afrouxamento, instabilidade ou desgaste, a conduta pode incluir reabilitação, órteses em situações selecionadas e, quando a função do joelho está comprometida, cirurgia de revisão.

Já a suspeita de alergia ao metal deve ser tratada de forma individualizada e com bastante cautela.

Como reduzir o risco de complicações

Embora nem toda complicação possa ser evitada, alguns cuidados diminuem o risco.

O acompanhamento regular com o ortopedista, o controle de doenças crônicas e a atenção a sinais de infecção em outras partes do corpo fazem diferença na proteção da prótese.

Também vale seguir corretamente a fisioterapia, evitar quedas, manter o joelho ativo dentro do que foi orientado e avisar outros profissionais de saúde que você tem uma prótese.

Em alguns pacientes com fatores de risco, o ortopedista pode discutir antibióticos preventivos antes de certos procedimentos.

Perguntas frequentes

Rejeição de prótese de joelho é a mesma coisa que infecção?

Não exatamente. No uso comum, rejeição é um nome genérico para complicações da prótese. A infecção é uma das causas mais importantes, mas dor e falha da prótese também podem ocorrer por soltura, instabilidade, desgaste ou, mais raramente, sensibilidade ao metal.

Quais sintomas devem acelerar a consulta com o ortopedista?

Os sinais que mais pedem avaliação rápida são dor em piora, inchaço crescente, vermelhidão, calor local, secreção na ferida, febre, calafrios e perda de movimento. Também merecem atenção uma prótese que antes funcionava bem e passa a doer de novo, ou um joelho que começa a “falhar” ao caminhar.

Dor e calor local sempre indicam que há um problema grave?

Não. No pós-operatório, algum grau de dor, rigidez, dormência ao redor da cicatriz e até estalos podem ser esperados. Um pouco de calor local também pode persistir por algum tempo. O que preocupa é a piora progressiva, a associação com febre, secreção, aumento importante do inchaço ou perda de função do joelho.

Alergia ao metal é comum em quem colocou prótese?

Não. A sensibilidade ao metal é considerada uma causa incomum de falha da prótese do joelho. Quando existe suspeita, o diagnóstico é difícil e geralmente é pensado depois que causas mais frequentes, como infecção e soltura do implante, já foram investigadas. Rash, coceira e alteração da pele perto do joelho podem ajudar a levantar essa hipótese.

Como o médico confirma a causa dos sintomas?

A confirmação depende da combinação entre exame clínico e exames complementares. O ortopedista pode pedir raio-X, exames de sangue inflamatórios, como PCR e VHS, e punção do joelho para analisar o líquido articular. Em alguns casos, outros exames de imagem também entram na investigação para diferenciar infecção, soltura e outros problemas mecânicos.

Quando a cirurgia de revisão pode ser necessária?

A revisão pode entrar em cena quando a prótese está infectada, solta, instável, desgastada ou quando outras medidas não conseguem devolver função e controlar a dor. Em infecção profunda, por exemplo, muitas vezes antibiótico isolado não resolve. Já em instabilidade ou soltura, a revisão é considerada quando o joelho deixa de funcionar adequadamente.

Dr. Ulbiramar Correia

Ortopedista especialista em joelho Goiânia. Membro titular da SBCJ (sociedade brasileira de cirurgia do joelho), SBRATE (sociedade brasileira de artroscopia e trauma esportivo) e da SBOT(sociedade brasileira de ortopedia e traumatologia). [CRM/GO: 11552 | SBOT: 12166 | RQE: 7240].

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