Prótese de Joelho

Prótese de Joelho Aposenta? Saiba quais os requisitos

Saiba como uma prótese de joelho pode ser indicada para aposentadoria por invalidez. Entenda os critérios e a necessidade de laudo médico especializado.

É muito normal a dúvida sobre se prótese de joelho aposenta e a resposta mais direta é: quem coloca uma prótese de joelho não se aposenta automaticamente.

O que o INSS analisa é o impacto real da condição na sua capacidade de trabalhar, a possibilidade de reabilitação e o tipo de limitação que permanece mesmo após cirurgia, fisioterapia e tratamento.

Algumas pessoas retomam a rotina com poucas restrições, enquanto outras seguem com dor, rigidez, falha do implante, dificuldade para subir escadas ou incapacidade de exercer a própria profissão.

Avaliação cirúrgica

Seu caso de joelho pode ter indicação de cirurgia?

O Dr. Ulbiramar Correia é especialista em cirurgia de joelho em Goiânia (CRM-GO 11552 · RQE 7240). Se você já tem indicação de cirurgia, laudo de ressonância/raio-x ou não melhorou com o tratamento conservador, faça a sua avaliação.

Avaliar meu caso no WhatsApp Atendimento voltado a casos cirúrgicos do joelho. Dores sem indicação cirúrgica geralmente começam pela fisioterapia.

A prótese de joelho, sozinha, não garante aposentadoria

A pergunta central não é apenas se houve colocação da prótese.

A análise correta é se existe incapacidade para o trabalho e se ela é temporária, permanente ou compatível com reabilitação para outra função.

Na prática, o INSS observa o quadro funcional completo, que inclui sintomas persistentes, limitações de movimento, esforço exigido pela profissão, idade, histórico do tratamento e chance de readaptação laboral.

Alguns sinais costumam fortalecer a necessidade de avaliação previdenciária:

  • Dor crônica que limita marcha, apoio ou permanência em pé;
  • Dificuldade relevante para agachar, ajoelhar, subir ou descer escadas;
  • Instabilidade articular, rigidez importante ou perda de mobilidade;
  • Complicações como falha da prótese, soltura, infecção ou revisão cirúrgica;
  • Incapacidade de voltar à função habitual, mesmo após tratamento adequado.

Quando a prótese de joelho aposenta?

Esse é o benefício que muita gente ainda chama de aposentadoria por invalidez. Hoje, o nome correto é aposentadoria por incapacidade permanente.

Ela pode ser concedida quando o segurado está permanentemente incapaz de exercer qualquer atividade laborativa e também não pode ser reabilitado para outra profissão.

Ou seja, não basta ter limitação no joelho, é preciso demonstrar que a restrição impede o trabalho de forma definitiva.

Isso geralmente acontece nos casos mais graves, como:

  • Sequelas importantes;
  • Falha da prótese;
  • Dor refratária;
  • Perda funcional marcante;
  • Situações em que a atividade profissional exige esforço físico incompatível com o quadro.

Profissões com escadas, agachamentos, carga, permanência prolongada em pé ou deslocamento intenso merecem atenção especial.

Outro ponto importante é que o pedido nem sempre nasce como aposentadoria permanente.

Muitas pessoas entram primeiro com benefício por incapacidade, e o próprio INSS define, após avaliação médica, se o caso é temporário ou permanente.

Quando o caso é de auxílio por incapacidade temporária

Em muitos pacientes, especialmente no pós operatório ou em fases de piora clínica, o benefício mais adequado é o auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença.

Ele é indicado quando a pessoa fica incapaz para o trabalho habitual por mais de 15 dias consecutivos.

Em regra, o INSS exige qualidade de segurado, comprovação da incapacidade em perícia e carência de 12 contribuições mensais.

Existem exceções, como acidente de qualquer natureza e algumas doenças previstas em norma específica.

Para quem fez cirurgia de prótese de joelho recentemente, esse é o caminho mais comum no início.

Se a recuperação não evoluir bem, ou se a perícia concluir que não há possibilidade de retorno ou reabilitação, o quadro pode evoluir para benefício permanente.

Aposentadoria da pessoa com deficiência pode se aplicar em alguns casos

Nem toda limitação com prótese de joelho leva à incapacidade total. Em alguns casos, a pessoa continua trabalhando, mas convive com impedimentos de longo prazo que dificultam sua vida profissional e social.

Nessas situações, pode existir discussão sobre aposentadoria da pessoa com deficiência, desde que a deficiência seja reconhecida em avaliação biopsicossocial do INSS.

O ponto principal não é o implante em si, mas o conjunto de barreiras e limitações funcionais que permanecem por longo período.

Pela regra por idade, os critérios gerais são estes:

  • 60 anos para homens e 55 anos para mulheres;
  • 15 anos de contribuição na condição de pessoa com deficiência;
  • 180 meses de carência.

Na regra por tempo de contribuição, o tempo mínimo varia conforme o grau da deficiência:

  • 25 anos para homens e 20 para mulheres, no grau grave;
  • 29 anos para homens e 24 para mulheres, no grau moderado;
  • 33 anos para homens e 28 para mulheres, no grau leve.

Essa possibilidade é relevante para quem usa prótese, mantém sequelas duradouras e ainda consegue trabalhar.

Nesses casos, a análise não gira em torno de incapacidade total, mas sim de impedimentos de longo prazo devidamente comprovados.

Auxílio-acidente é outra possibilidade pouco lembrada

Há um benefício que costuma ficar fora da conversa, mas pode fazer sentido em alguns casos. Trata-se do auxílio-acidente.

Ele é voltado para quem sofreu um acidente, de trabalho ou não, e ficou com sequela definitiva que reduziu a capacidade laboral.

A grande diferença é que a pessoa pode continuar trabalhando e, ainda assim, receber o benefício, desde que a perícia reconheça a redução funcional.

Se a prótese de joelho foi necessária após o trauma e, mesmo depois da cirurgia, sobraram limitações permanentes para a atividade habitual, esse caminho merece ser avaliado.

Não substitui automaticamente outros benefícios, mas pode ser a solução correta quando não há incapacidade total.

Quais documentos fortalecem o pedido no INSS

A documentação faz muita diferença no resultado do pedido. Quanto mais claro estiver o nexo entre diagnóstico, limitação funcional e impacto no trabalho, melhor.

Em geral, vale reunir:

  • Documento de identificação com foto e CPF.
  • Laudo, relatório ou atestado médico legível e sem rasuras.
  • Exames de imagem, como raio X, ressonância, tomografia e laudos cirúrgicos.
  • Prontuários, receitas, relatórios de fisioterapia e histórico do tratamento.
  • Documentos que mostrem sua função profissional e as exigências do trabalho.

No documento médico, o ideal é constar nome completo do paciente, data de emissão, assinatura e registro profissional, diagnóstico ou CID e descrição objetiva das limitações.

Se o pedido ainda estiver na fase de afastamento temporário, também ajuda informar o período estimado de repouso.

Como dar entrada pelo Meu INSS

Hoje, o pedido pode ser iniciado pela internet, o que torna o processo mais simples, mas não elimina a necessidade de boa documentação.

O passo a passo costuma seguir esta lógica:

  1. Acesse o Meu INSS com CPF e senha.
  2. Vá em Novo pedido.
  3. Digite benefício por incapacidade na busca.
  4. Escolha a opção adequada, temporária ou permanente.
  5. Anexe seus documentos e relatórios médicos.
  6. Acompanhe a resposta em Consultar Pedidos.

Se o sistema estiver indisponível, o telefone 135 segue como canal de apoio.

Também é importante manter telefone e e-mail atualizados, porque o INSS pode convocar para atendimento presencial ou pedir complementação de documentos.

Qual médico procurar

O profissional mais indicado é um ortopedista especialista em joelho, de preferência alguém que conheça seu histórico, tenha acompanhado a cirurgia ou consiga avaliar com precisão o que mudou no seu movimento e na sua capacidade funcional.

Um bom laudo não se limita ao nome da doença.

Ele deve explicar o diagnóstico, o tratamento já realizado, as queixas persistentes, as restrições para atividades do dia a dia e o motivo pelo qual o trabalho atual ficou inviável, temporária ou permanentemente.

Perguntas frequentes

Quem tem prótese de joelho se aposenta automaticamente?

Não. A prótese é apenas um elemento do caso clínico. O INSS vai analisar se existe incapacidade para o trabalho, se ela é temporária ou permanente, se há possibilidade de reabilitação e qual é o impacto da limitação na profissão exercida. Em muitos casos, a pessoa não se aposenta, mas pode ter direito a afastamento temporário, auxílio-acidente ou aposentadoria da pessoa com deficiência.

Depois da cirurgia, o pedido é temporário ou permanente?

Na maioria das vezes, o primeiro enquadramento é o benefício por incapacidade temporária, especialmente no pós operatório. A aposentadoria por incapacidade permanente aparece quando a perícia conclui que a limitação se tornou definitiva e que o segurado não pode voltar ao trabalho nem ser reabilitado para outra atividade compatível.

Posso continuar trabalhando se o INSS conceder algum benefício?

Depende do benefício. Na aposentadoria por incapacidade permanente, a lógica é de afastamento do trabalho, porque o INSS reconhece incapacidade laboral sem possibilidade de reabilitação. Já no auxílio-acidente e na aposentadoria da pessoa com deficiência, a continuidade do trabalho pode ser compatível com a regra, desde que os requisitos específicos tenham sido preenchidos.

O INSS pode negar o pedido mesmo com laudo médico?

Sim. O laudo do seu médico é muito importante, mas a decisão administrativa depende da avaliação do INSS, que pode entender que não houve incapacidade, que faltam documentos ou que existe possibilidade de reabilitação. Por isso, relatórios objetivos, exames atualizados e descrição clara das limitações funcionais costumam aumentar a força do pedido.

Avaliação cirúrgica

Seu caso de joelho pode ter indicação de cirurgia?

O Dr. Ulbiramar Correia é especialista em cirurgia de joelho em Goiânia (CRM-GO 11552 · RQE 7240). Se você já tem indicação de cirurgia, laudo de ressonância/raio-x ou não melhorou com o tratamento conservador, faça a sua avaliação.

Avaliar meu caso no WhatsApp Atendimento voltado a casos cirúrgicos do joelho. Dores sem indicação cirúrgica geralmente começam pela fisioterapia.

Dr. Ulbiramar Correia

Ortopedista especialista em joelho Goiânia. Membro titular da SBCJ (sociedade brasileira de cirurgia do joelho), SBRATE (sociedade brasileira de artroscopia e trauma esportivo) e da SBOT(sociedade brasileira de ortopedia e traumatologia). [CRM/GO: 11552 | SBOT: 12166 | RQE: 7240].

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo