Prótese de Joelho

Tipos de Prótese de Joelho: Diferenças e Indicações

Conheça os diferentes tipos de prótese de joelho, materiais e vantagens neste guia completo e atualizado.

A prótese de joelho não é um único produto. Existem mosdelos que substituem apenas uma área desgastada e outros que tratam toda a articulação.

A escolha depende do local da artrose, dos ligamentos, da qualidade do osso e das necessidades de cada paciente.

Também é importante separar o implante da técnica cirúrgica. Cirurgia robótica, navegação e instrumentos personalizados ajudam no planejamento, mas não são tipos de prótese de joelho.

Avaliação cirúrgica

Seu caso de joelho pode ter indicação de cirurgia?

O Dr. Ulbiramar Correia é especialista em cirurgia de joelho em Goiânia (CRM-GO 11552 · RQE 7240). Se você já tem indicação de cirurgia, laudo de ressonância/raio-x ou não melhorou com o tratamento conservador, faça a sua avaliação.

Avaliar meu caso no WhatsApp Atendimento voltado a casos cirúrgicos do joelho. Dores sem indicação cirúrgica geralmente começam pela fisioterapia.

Quando a prótese de joelho pode ser indicada

A artroplastia é considerada quando dor, rigidez ou deformidade limitam ações simples, como caminhar, levantar ou subir escadas.

Em geral, a indicação vem após medicamentos, fisioterapia e outras medidas deixarem de controlar os sintomas.

A decisão não depende apenas da radiografia. O ortopedista de joelho especializado em técnicas ortopédicas avançadas relaciona os exames com mobilidade, alinhamento da perna, saúde geral e objetivos do paciente.

A prótese é um tratamento eletivo e individualizado, não uma resposta automática para qualquer artrose.

Como a prótese substitui a articulação

Na cirurgia, pequenas camadas das superfícies danificadas do fêmur e da tíbia são retiradas.

Elas recebem componentes metálicos, separados por um inserto de polietileno, um plástico médico resistente. A superfície da patela também pode ser tratada.

A prótese não troca todo o joelho. Ela recria as áreas de contato para reduzir a dor, corrigir o alinhamento e permitir movimento com estabilidade.

Principais tipos de prótese de joelho

Os modelos podem ser classificados pela parte substituída e pelo grau de estabilidade oferecido. Quanto maior a perda óssea ou ligamentar, maior pode ser a necessidade de peças de apoio.

Prótese parcial ou unicompartimental

A prótese unicompartimental substitui somente o compartimento medial ou lateral, preservando as áreas saudáveis e grande parte dos ligamentos.

Pode ser indicada quando a artrose está restrita a uma região, o joelho não é muito rígido e os ligamentos funcionam bem.

Ela envolve menor retirada de osso e recuperação inicial mais rápida. Porém, se a artrose avançar nas áreas preservadas, uma prótese total poderá ser necessária no futuro.

Prótese patelofemoral e bicompartimental

A prótese patelofemoral trata o desgaste concentrado entre a patela e o fêmur. A bicompartimental substitui duas áreas e preserva a terceira.

Esse segundo modelo é menos comum e exige análise cuidadosa do alinhamento, dos ligamentos e do padrão de desgaste.

Prótese total de joelho

A prótese total é a opção mais usada quando a artrose avançada atinge várias partes da articulação. Ela recobre as superfícies do fêmur e da tíbia e pode incluir a patela.

Há desenhos que mantêm o ligamento cruzado posterior e outros que substituem sua função. Também existem insertos fixos ou móveis. Até hoje, não há evidência forte de que um desses desenhos seja melhor para todos.

Próteses semiconstritas, constritas e em dobradiça

Esses modelos oferecem mais estabilidade quando os ligamentos não sustentam bem o joelho. Podem ser usados em deformidades acentuadas, instabilidade, perda óssea ou cirurgias de revisão.

A semiconstrita permite algum movimento entre os componentes, já a prótese dobradiça conecta fêmur e tíbia de forma mais rígida. Quanto maior a constrição, maior é a carga sobre o implante, por isso, ela é reservada para casos necessários.

Prótese de revisão e megapróteses

A prótese de revisão troca parte ou toda uma prótese anterior. Pode ter hastes longas, cones e reforços metálicos para compensar falta de osso.

Soltura, desgaste, infecção, instabilidade, rigidez e fratura estão entre as causas de revisão.

As megapróteses substituem segmentos ósseos maiores. São usadas principalmente após retirada de tumores ou em perdas ósseas extremas, não na rotina da artrose comum.

Fixação e materiais

A fixação define como os componentes ficam presos ao osso. A escolha depende da qualidade óssea, do desenho do implante e da experiência da equipe.

Os metais mais usados são ligas de cobalto-cromo e titânio, e o inserto é feito de polietileno de grau médico. Alguns sistemas utilizam cerâmica ou superfícies modificadas.

Robótica e prótese personalizada

O robô auxilia o planejamento, os cortes e o posicionamento dos componentes. A navegação computadorizada tem função parecida.

Elas podem aumentar a precisão, mas não garantem ausência de dor, recuperação mais rápida ou maior duração do implante.

Guias e componentes personalizados também podem ajudar em casos específicos. Ainda assim, não substituem boa indicação, equilíbrio dos ligamentos e técnica cirúrgica adequada.

Como o cirurgião escolhe o implante

Não existe uma marca ou modelo universalmente melhor. A escolha considera vários fatores:

  1. Localização e extensão da artrose.
  2. Alinhamento e grau de deformidade.
  3. Estabilidade dos ligamentos.
  4. Qualidade e quantidade de osso.
  5. Idade, saúde, peso e nível de atividade.
  6. Cirurgias anteriores, infecção ou fraturas.

Radiografias com carga são fundamentais. Em situações selecionadas, tomografia ou ressonância completam a avaliação.

O melhor implante é aquele com bom histórico de desempenho e compatível com o problema encontrado.

Durabilidade e recuperação

Grandes estudos indicam que cerca de 9 em cada 10 próteses totais seguem sem revisão após 20 anos.

Esse dado é uma média, não uma garantia. Idade mais jovem, alto impacto repetitivo, excesso de peso, infecção e falhas de alinhamento podem aumentar o risco de nova cirurgia.

A recuperação envolve controle da dor, prevenção de trombose e retomada gradual da marcha. A fisioterapia trabalha extensão, flexão, força e equilíbrio.

Caminhada, bicicleta e natação são opções seguras após liberação médica, enquanto corrida e saltos exigem cautela.

Perguntas frequentes

A prótese parcial dura menos que a total?

A parcial pode durar muitos anos quando a indicação é correta. Porém, registros mostram risco de revisão maior em alguns grupos, principalmente se a artrose avançar para outras áreas. Em troca, muitos pacientes apresentam recuperação inicial mais rápida e sensação mais natural. A comparação deve considerar idade, ligamentos, alinhamento e localização do desgaste.

Prótese cimentada ou não cimentada: qual é melhor?

As duas podem apresentar bons resultados. A cimentada oferece fixação imediata. A não cimentada depende do crescimento do osso sobre a superfície do implante, por isso exige condição óssea adequada. A decisão não deve ser feita apenas pela idade, mas pelo conjunto de exames, anatomia e características do sistema escolhido.

Quem tem ligamentos comprometidos pode colocar prótese?

Pode, mas talvez precise de um implante com maior estabilidade. Próteses semiconstritas ou em dobradiça ajudam quando os ligamentos não controlam o movimento. Esses modelos também podem usar hastes e reforços para compensar perda óssea. O grau de constrição é escolhido no planejamento e pode ser confirmado durante a cirurgia.

Como saber se uma prótese precisa de revisão?

Dor nova ou crescente, inchaço persistente, instabilidade, rigidez, febre, secreção ou mudança no alinhamento merecem avaliação. Esses sinais não significam sempre que a prótese falhou, mas podem indicar soltura, desgaste, infecção ou fratura. Radiografias e exames laboratoriais ajudam a identificar a causa e orientar o tratamento mais adequado.

Avaliação cirúrgica

Seu caso de joelho pode ter indicação de cirurgia?

O Dr. Ulbiramar Correia é especialista em cirurgia de joelho em Goiânia (CRM-GO 11552 · RQE 7240). Se você já tem indicação de cirurgia, laudo de ressonância/raio-x ou não melhorou com o tratamento conservador, faça a sua avaliação.

Avaliar meu caso no WhatsApp Atendimento voltado a casos cirúrgicos do joelho. Dores sem indicação cirúrgica geralmente começam pela fisioterapia.

Dr. Ulbiramar Correia

Ortopedista especialista em joelho Goiânia. Membro titular da SBCJ (sociedade brasileira de cirurgia do joelho), SBRATE (sociedade brasileira de artroscopia e trauma esportivo) e da SBOT(sociedade brasileira de ortopedia e traumatologia). [CRM/GO: 11552 | SBOT: 12166 | RQE: 7240].

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo
Índice de artigos