Cirurgia do Joelho

Quando Rompe o Ligamento do Joelho Tem Que Operar?

Descubra se quando rompe o ligamento do joelho tem que operar e em quais casos o tratamento sem cirurgia pode funcionar.

Uma dúvida recorrente no consultório é se quando rompe o ligamento do joelho tem que operar. Então, nem todo ligamento rompido no joelho precisa de cirurgia.

A decisão depende da estrutura lesionada, da estabilidade articular e das atividades que a pessoa deseja retomar.

No caso do ligamento cruzado anterior, o LCA, a operação é mais comum em joelhos instáveis e pessoas ativas. Mesmo assim, exame físico, ressonância e resposta à fisioterapia precisam ser analisados em conjunto.

Avaliação cirúrgica

Seu caso de joelho pode ter indicação de cirurgia?

O Dr. Ulbiramar Correia é especialista em cirurgia de joelho em Goiânia (CRM-GO 11552 · RQE 7240). Se você já tem indicação de cirurgia, laudo de ressonância/raio-x ou não melhorou com o tratamento conservador, faça a sua avaliação.

Avaliar meu caso no WhatsApp Atendimento voltado a casos cirúrgicos do joelho. Dores sem indicação cirúrgica geralmente começam pela fisioterapia.

O ligamento lesionado muda a escolha do tratamento

O joelho possui quatro ligamentos principais, e cada um reage de maneira diferente após uma ruptura. Por isso, não basta saber que “um ligamento rompeu” para definir o tratamento.

  • LCA: controla o deslocamento e a rotação da tíbia, sendo muito exigido em giros, saltos e mudanças de direção.
  • LCP: impede que a tíbia recue demais e costuma sofrer lesões em impactos na frente do joelho.
  • LCM: fica na parte interna e muitas lesões isoladas cicatrizam com proteção, órtese e fisioterapia.
  • LCL: fica na parte externa e exige atenção quando outras estruturas laterais também foram afetadas.

As rupturas de vários ligamentos são mais graves, pois podem atingir nervos ou vasos sanguíneos e, em alguns casos, exigem cirurgia mais rápida.

Quando rompe o ligamento do joelho tem que operar?

A cirurgia é considerada quando o joelho não oferece estabilidade suficiente para a rotina, o trabalho ou o esporte. A indicação não deve depender apenas da ressonância.

O ortopedista especialista em joelho com ampla experiência em tratamento de lesões ligamentares leva em conta os seguintes fatores:

  • Episódios repetidos de falseio, mesmo após reabilitação adequada;
  • Desejo de voltar a esportes com giros, frenagens, saltos ou contato;
  • Lesão associada do menisco, da cartilagem ou de outros ligamentos;
  • Joelho travado por uma lesão meniscal deslocada;
  • Ruptura multiligamentar, fratura associada ou comprometimento vascular.

Idade isoladamente não define a necessidade de operar. Uma pessoa mais velha e ativa pode precisar de reconstrução, enquanto um jovem estável pode evoluir bem sem cirurgia.

Quando a reconstrução do LCA já foi indicada, atrasos desnecessários merecem atenção. Diretrizes apontam maior risco de novas lesões meniscais e cartilaginosas nos meses seguintes, embora o momento ideal seja individualizado.

Quando o tratamento sem cirurgia pode funcionar

O tratamento conservador pode ser uma escolha segura para pacientes selecionados. Ele é mais provável quando a ruptura é isolada e não há falseios frequentes.

A fisioterapia busca controlar a dor e inchaço, recuperar o movimento e fortalecer a musculatura. Também trabalha equilíbrio, controle neuromuscular e confiança para tarefas diárias.

Essa opção é considerada nas situações abaixo, contudo, cada caso precisa de acompanhamento:

  • Lesão parcial sem instabilidade no exame;
  • Rotina com baixa exigência de giros e impactos;
  • Disposição para adaptar atividades de maior risco;
  • Boa resposta a um programa estruturado de reabilitação.

O acompanhamento precisa continuar mesmo quando os sintomas melhoram. Se o joelho voltar a falhar, inchar ou limitar tarefas, o plano deve ser reavaliado.

Estudos recentes não mostram superioridade certa da cirurgia para toda ruptura isolada do LCA. Porém, alguns pacientes tratados sem operação precisam de reconstrução depois, principalmente por instabilidade persistente.

Como o diagnóstico é confirmado

O diagnóstico começa pela história do trauma e pelo exame realizado por um ortopedista. Estalo, inchaço rápido, perda de movimento e sensação de joelho solto ajudam na investigação.

Testes clínicos avaliam a estabilidade em diferentes direções. A radiografia procura fraturas, enquanto a ressonância mostra ligamentos, meniscos, cartilagem e outras estruturas internas.

A imagem não substitui o exame físico. Uma ruptura parcial pode causar muita instabilidade, enquanto outra lesão semelhante permite boa função após fisioterapia.

Procure atendimento urgente diante de deformidade, pé frio ou pálido, dormência, fraqueza súbita ou perda de pulso. Joelho travado, incapacidade de apoiar o peso e inchaço intenso também exigem avaliação rápida.

Como é a cirurgia do ligamento cruzado anterior

Na maioria das lesões do LCA com indicação cirúrgica, o procedimento realizado é a reconstrução. O ligamento danificado é substituído por um enxerto de tendão.

A artroscopia permite trabalhar por pequenas incisões com auxílio de uma câmera. O enxerto pode vir do tendão patelar, dos flexores da coxa ou do quadríceps.

Antes da operação, é importante reduzir o inchaço e recuperar a extensão, pois operar uma articulação muito rígida e inflamada pode dificultar a recuperação do movimento.

É importante mencionar que toda operação envolve riscos, como infecção, trombose, rigidez, dor persistente e nova ruptura do enxerto, por isso, a indicação deve equilibrar esses riscos com o benefício esperado de recuperar a estabilidade.

Quanto tempo leva a recuperação

A recuperação avança por critérios funcionais. O calendário ajuda, mas não deve ser a única medida para liberar corrida ou esporte.

  • Nas primeiras semanas, o foco é reduzir a dor, controlar o inchaço e recuperar a extensão;
  • Depois, a fisioterapia aumenta força, equilíbrio, potência, agilidade e controle dos movimentos;
  • O retorno a esportes com mudança de direção frequentemente leva de 9 a 12 meses;
  • Algumas pessoas precisam de mais tempo quando houve reparo do menisco ou outra lesão associada.

A liberação deve considerar força entre as pernas, testes de salto, qualidade do movimento e segurança psicológica. Voltar apenas porque passou determinado período pode ser precipitado.

Quem não opera também precisa cumprir etapas de reabilitação. O objetivo é demonstrar estabilidade em tarefas progressivas, sem dor, inchaço ou falseio.

O que fazer logo após a lesão

Após uma torção importante, interrompa o esporte e evite testar o joelho repetidamente. Forçar giros ou tentar “colocar no lugar” pode agravar lesões associadas.

Enquanto aguarda avaliação, algumas medidas simples podem ajudar, mas não substituem o exame médico:

  1. Aplique gelo protegido por tecido durante 15 a 20 minutos.
  2. Use compressão leve, sem apertar a circulação.
  3. Mantenha a perna elevada quando possível.
  4. Utilize apoio se não conseguir pisar com segurança.
  5. Não volte ao esporte antes de conhecer o diagnóstico.

Medicamentos devem ser usados conforme orientação profissional, principalmente por pessoas com problemas renais, gastrite, alergias ou uso de anticoagulantes, portanto, evite automedicação após traumas importantes.

Perguntas frequentes

É possível andar com o ligamento do joelho rompido?

Sim, algumas pessoas conseguem andar, especialmente depois que a dor e o inchaço diminuem. Isso não significa que o joelho esteja estável ou pronto para esporte. Se houver falseio, dificuldade para apoiar o peso ou limitação de movimento, a avaliação ortopédica deve ocorrer antes de aumentar as atividades ou voltar ao esporte.

Rompimento parcial do ligamento precisa de cirurgia?

Nem sempre. Uma ruptura parcial pode ser tratada com fisioterapia quando o joelho permanece firme e atende às necessidades do paciente. A cirurgia pode ser considerada se houver instabilidade, lesões associadas ou falha da reabilitação. O grau descrito na ressonância precisa ser comparado aos sintomas, às atividades desejadas e ao exame físico.

Quanto tempo posso esperar para operar o LCA?

Não existe um prazo igual para todos. Primeiro, é necessário reduzir o inchaço e recuperar o movimento. Depois que a cirurgia é indicada, atrasos prolongados podem aumentar a exposição do menisco e da cartilagem a novos episódios de instabilidade. O momento deve ser definido com o cirurgião e o fisioterapeuta.

A cirurgia evita artrose no futuro?

A reconstrução melhora a estabilidade, mas não garante prevenção da artrose. A própria lesão, danos no menisco, cartilagem, novos traumas e outros fatores influenciam o desgaste. Proteger o menisco, recuperar força e controlar episódios de falseio são objetivos importantes, com ou sem cirurgia, durante todo o acompanhamento e ao longo da vida.

Avaliação cirúrgica

Seu caso de joelho pode ter indicação de cirurgia?

O Dr. Ulbiramar Correia é especialista em cirurgia de joelho em Goiânia (CRM-GO 11552 · RQE 7240). Se você já tem indicação de cirurgia, laudo de ressonância/raio-x ou não melhorou com o tratamento conservador, faça a sua avaliação.

Avaliar meu caso no WhatsApp Atendimento voltado a casos cirúrgicos do joelho. Dores sem indicação cirúrgica geralmente começam pela fisioterapia.

Dr. Ulbiramar Correia

Ortopedista especialista em joelho Goiânia. Membro titular da SBCJ (sociedade brasileira de cirurgia do joelho), SBRATE (sociedade brasileira de artroscopia e trauma esportivo) e da SBOT(sociedade brasileira de ortopedia e traumatologia). [CRM/GO: 11552 | SBOT: 12166 | RQE: 7240].

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo
Índice de artigos