Lesões e Doenças do Joelho

Tumor de Células Gigantes do Joelho: Como Tratar

Entenda o que é o tumor de células gigantes do joelho, causas, sintomas e opções de tratamento.

O tumor de células gigantes do joelho é uma alteração óssea rara, encontrada principalmente nas regiões do fêmur e da tíbia que formam o joelho.

Na maior parte dos casos, não é cancerígeno, mas pode crescer e destruir parte do osso.

A maioria dos casos ocorre em adultos jovens. O termo “benigno” não significa inofensivo, pois a lesão pode crescer, enfraquecer o osso e voltar após o tratamento.

Avaliação cirúrgica

Seu caso de joelho pode ter indicação de cirurgia?

O Dr. Ulbiramar Correia é especialista em cirurgia de joelho em Goiânia (CRM-GO 11552 · RQE 7240). Se você já tem indicação de cirurgia, laudo de ressonância/raio-x ou não melhorou com o tratamento conservador, faça a sua avaliação.

Avaliar meu caso no WhatsApp Atendimento voltado a casos cirúrgicos do joelho. Dores sem indicação cirúrgica geralmente começam pela fisioterapia.

O que é o tumor de células gigantes do joelho

Esse tumor nasce no osso e não deve ser confundido com o tumor tenossinovial de células gigantes, que surge nos tecidos da articulação. No osso, ele costuma atingir a epífise, área próxima à cartilagem do joelho.

A causa exata ainda não é conhecida. Alterações adquiridas no gene H3F3A são comuns nas células tumorais, mas a doença não é hereditária nem provocada por trauma, alimentação ou atividade física.

Principais sintomas

A dor começa leve e aumenta com o tempo. Como os sinais podem lembrar lesões esportivas ou problemas articulares comuns, a investigação não deve depender apenas dos sintomas.

Os achados mais frequentes são:

  • Dor persistente perto do joelho, com piora ao movimentar ou apoiar;
  • Inchaço ou aumento de volume na região;
  • Rigidez e perda gradual de movimento;
  • Dificuldade para caminhar ou subir escadas;
  • Sensação de massa próxima à articulação;
  • Fratura após esforço pequeno, quando o osso está muito enfraquecido.

Dor súbita intensa, deformidade ou incapacidade de apoiar a perna exigem avaliação rápida, pois podem indicar fratura patológica.

Como o diagnóstico é confirmado

A investigação começa com conversa clínica, exame físico e radiografias. No raio X, o médico pode identificar uma área de perda óssea próxima à articulação, chamada lesão lítica.

A ressonância magnética mostra a extensão do tumor, a proximidade da cartilagem e possível avanço para tecidos ao redor. A tomografia local pode ajudar no planejamento, enquanto exames do tórax avaliam uma eventual disseminação pulmonar.

A confirmação depende de biópsia e análise anatomopatológica.

Quando existe suspeita de tumor ósseo, o trajeto da biópsia deve ser planejado pela equipe que conduzirá o tratamento, evitando cortes que dificultem a cirurgia definitiva.

Como é feito o tratamento

O tratamento é escolhido conforme o tamanho, localização, ruptura da camada externa do osso, presença de fratura e extensão para partes moles.

O objetivo é controlar a doença e preservar o máximo possível da função do joelho.

Curetagem e preenchimento do osso

Na maioria das lesões que permitem preservar a articulação, o cirurgião realiza uma curetagem ampliada. O tumor é retirado por dentro do osso, e a cavidade recebe tratamento local para reduzir células residuais.

Depois, o espaço pode ser preenchido com cimento ósseo, enxerto ou substituto sintético. Placas e parafusos podem ser acrescentados quando existe risco de fratura ou perda importante de estabilidade.

Ressecção e reconstrução

Tumores extensos, com grande destruição óssea ou invasão dos tecidos próximos, podem exigir a retirada de um segmento do osso.

Nesses casos, a reconstrução pode usar uma endoprótese ou outra técnica escolhida para manter apoio e movimento.

A ressecção ampla ajuda a reduzir a recidiva, mas também pode causar maior impacto funcional. Por isso, a decisão deve equilibrar controle do tumor, segurança mecânica e preservação da articulação.

Quando o denosumabe pode ser usado

O denosumabe bloqueia a ação do RANKL, proteína ligada à reabsorção do osso. Ele pode ser indicado quando o tumor não pode ser operado ou quando a cirurgia causaria perda funcional importante.

O medicamento também pode ser usado antes da cirurgia em situações selecionadas. Como pode causar queda do cálcio e problemas na mandíbula, o tratamento exige avaliação médica, exames laboratoriais e cuidado odontológico.

A radioterapia fica reservada para casos excepcionais, quando a cirurgia e outras opções não são viáveis. Ela não é o tratamento habitual para tumores ao redor do joelho.

Recidiva e acompanhamento

O tumor pode voltar no mesmo local mesmo após uma cirurgia bem executada. O risco varia conforme a extensão da doença, a técnica usada e a possibilidade de remover toda a área comprometida.

O acompanhamento deve ser mais próximo nos primeiros anos, período em que muitas recidivas aparecem.

Ele pode incluir exame físico, radiografias ou ressonância do joelho e avaliação do tórax, sobretudo quando há recidiva local.

Novo inchaço, dor crescente ou perda de movimento após o tratamento devem ser comunicados à equipe. O seguimento prolongado ajuda a detectar mudanças antes que o osso volte a sofrer grande dano.

Recuperação e retorno às atividades

A recuperação depende do tipo de cirurgia. Após curetagem e preenchimento, a carga deve avançar de forma gradual, conforme a estabilidade do osso e os exames de controle.

Procedimentos maiores exigem reabilitação mais longa. A fisioterapia trabalha movimento, força do quadríceps, equilíbrio e segurança para caminhar, sem antecipar impacto ou exercícios intensos.

O retorno ao trabalho e ao esporte não segue um prazo único. A liberação considera cicatrização, força, dor, estabilidade e risco de fratura.

Quando procurar um especialista

Dor persistente, inchaço crescente e limitação do joelho merecem investigação, principalmente quando não melhoram com medidas simples.

Uma radiografia alterada ou um laudo que mencione lesão óssea deve ser avaliado por ortopedista de joelho com experiência em tumores musculoesqueléticos.

O atendimento precoce aumenta a chance de planejar o diagnóstico e o tratamento com segurança. Também evita biópsias ou procedimentos realizados fora do planejamento ideal.

Perguntas frequentes

O tumor de células gigantes pode se espalhar para outros órgãos?

É raro, mas existem casos com acometimento pulmonar. Por esse motivo, o acompanhamento pode incluir exames do tórax.

A lesão pode reaparecer depois da cirurgia?

Sim. Mesmo após a retirada, existe risco de retorno no mesmo local, principalmente nos primeiros anos após o procedimento.

Todo paciente precisa colocar prótese no joelho?

Não. Muitas lesões podem ser removidas com preservação da articulação. A prótese fica restrita aos quadros com destruição óssea extensa.

Quanto tempo leva para voltar às atividades?

O prazo varia conforme a cirurgia, a resistência do osso e a evolução na fisioterapia. A liberação deve ser feita pela equipe responsável.

Avaliação cirúrgica

Seu caso de joelho pode ter indicação de cirurgia?

O Dr. Ulbiramar Correia é especialista em cirurgia de joelho em Goiânia (CRM-GO 11552 · RQE 7240). Se você já tem indicação de cirurgia, laudo de ressonância/raio-x ou não melhorou com o tratamento conservador, faça a sua avaliação.

Avaliar meu caso no WhatsApp Atendimento voltado a casos cirúrgicos do joelho. Dores sem indicação cirúrgica geralmente começam pela fisioterapia.

Dr. Ulbiramar Correia

Ortopedista especialista em joelho Goiânia. Membro titular da SBCJ (sociedade brasileira de cirurgia do joelho), SBRATE (sociedade brasileira de artroscopia e trauma esportivo) e da SBOT(sociedade brasileira de ortopedia e traumatologia). [CRM/GO: 11552 | SBOT: 12166 | RQE: 7240].

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