Lesões e Doenças do Joelho

Lesões Osteocondrais: Causas, Sintomas e Tratamento

Entenda o que são lesões osteocondrais, o que pode causar, sinais característicos e como tratar.

As lesões osteocondrais atingem a cartilagem da articulação e a região óssea logo abaixo. A alteração pode gerar dor, inchaço, travamentos e dificuldade para apoiar o peso do corpo ou manter a prática esportiva.

Mas nem toda alteração vista na ressonância explica os sintomas.

Por isso, o tratamento deve considerar a história, o exame físico, o tamanho da lesão e as necessidades de cada pessoa.

Avaliação cirúrgica

Seu caso de joelho pode ter indicação de cirurgia?

O Dr. Ulbiramar Correia é especialista em cirurgia de joelho em Goiânia (CRM-GO 11552 · RQE 7240). Se você já tem indicação de cirurgia, laudo de ressonância/raio-x ou não melhorou com o tratamento conservador, faça a sua avaliação.

Avaliar meu caso no WhatsApp Atendimento voltado a casos cirúrgicos do joelho. Dores sem indicação cirúrgica geralmente começam pela fisioterapia.

O que é uma lesão osteocondral?

A cartilagem cobre as extremidades dos ossos e permite que o joelho se mova com pouco atrito. Logo abaixo fica o osso subcondral, que sustenta a superfície articular e distribui a carga.

Na lesão condral, apenas a cartilagem está danificada. Nas lesões osteocondrais, o problema é mais profundo e também alcança o osso, podendo formar edema, cistos ou fragmentos soltos.

A cartilagem tem baixa capacidade de cicatrização porque recebe pouco sangue. Quando o osso também está envolvido, a avaliação precisa ser cuidadosa.

Quais são as causas mais comuns?

Essas lesões podem surgir após um trauma único ou por sobrecarga repetida. Em atletas, aparecem com frequência após torções, quedas, impactos e mudanças bruscas de direção.

Outros fatores podem concentrar a carga em uma área do joelho:

A causa influencia diretamente o tratamento, pois corrigir apenas a cartilagem, sem tratar instabilidade ou desalinhamento, pode manter a sobrecarga e prejudicar o resultado.

Quais sintomas podem aparecer?

A dor costuma piorar ao caminhar, correr, agachar, subir escadas ou permanecer muito tempo em pé. Algumas pessoas sentem um incômodo bem localizado, enquanto outras descrevem dor profunda e difícil de apontar.

Os sinais variam de intensidade ao longo dos dias. Os mais frequentes são:

Travamento verdadeiro, incapacidade de estender o joelho ou inchaço importante após trauma merecem avaliação médica mais rápida. Esses sinais podem indicar fragmento solto ou outra lesão associada.

Também existem defeitos de cartilagem sem sintomas. Um achado no laudo, sozinho, não confirma que aquela alteração seja a causa da dor.

Como o diagnóstico é feito?

O diagnóstico começa pela conversa e pelo exame físico. O ortopedista investiga quando a dor começou, quais movimentos pioram o quadro e se houve trauma, inchaço ou bloqueio.

As radiografias ajudam a avaliar alinhamento, artrose, alterações ósseas e possíveis corpos livres. Como a cartilagem não aparece bem nesse exame, uma radiografia normal não exclui a lesão.

A ressonância magnética mostra a cartilagem, o osso subcondral, o edema e outras estruturas do joelho. Em casos selecionados, a tomografia detalha melhor o componente ósseo e auxilia no planejamento cirúrgico.

A artroscopia permite observar a superfície articular diretamente, mas não deve ser usada apenas como exame inicial. Ela pode ser indicada quando já existe indicação de tratamento cirúrgico.

Como é o tratamento das lesões osteocondrais?

A escolha depende da intensidade dos sintomas, localização, profundidade, tamanho e estabilidade da lesão. Idade, nível de atividade, alinhamento e problemas associados também pesam na decisão.

Tratamento conservador

Muitos casos começam sem cirurgia, principalmente quando não há fragmento instável ou bloqueio mecânico. O objetivo é reduzir a dor, recuperar a função e controlar a carga sobre o joelho.

O plano combina medidas escolhidas conforme a causa e os sintomas:

  • Ajuste temporário das atividades de impacto;
  • Fisioterapia com força e controle de movimento;
  • Melhora da mobilidade e da propriocepção;
  • Controle do peso, quando necessário;
  • Órteses em situações específicas;
  • Medicamentos prescritos conforme o quadro clínico.

A fisioterapia deve avançar de forma gradual. Repouso completo por muito tempo pode reduzir a força e dificultar o retorno às atividades.

Infiltrações podem ser consideradas em situações específicas, mas não reconstroem sozinhas a cartilagem danificada. A indicação varia porque as evidências não são iguais para todos os produtos e tipos de lesão.

Quando a cirurgia pode ser necessária?

A cirurgia ganha espaço quando há dor persistente, limitação importante, fragmento solto, travamento ou falha de uma reabilitação bem conduzida. A técnica deve ser escolhida conforme as características do defeito, e não apenas pela idade.

Existem técnicas de reparo e substituição. As principais opções são:

  • Fixação de um fragmento osteocondral viável;
  • Desbridamento de bordas instáveis;
  • Microfraturas ou outras técnicas de estímulo da medula;
  • Transplante osteocondral autólogo;
  • Aloenxerto osteocondral de banco de tecidos;
  • Implante de condrócitos em matriz.

Se houver desalinhamento, instabilidade ligamentar ou problema meniscal, essas alterações também precisam ser tratadas. O sucesso depende do equilíbrio de toda a articulação.

Como funciona a recuperação?

A reabilitação varia bastante conforme o procedimento e o local da lesão. Algumas cirurgias exigem restrição de apoio, enquanto outras permitem progressão mais rápida.

No início, o foco é controlar a dor e inchaço, proteger o reparo e recuperar o movimento. Depois entram fortalecimento, equilíbrio, corrida, saltos e gestos específicos do esporte.

O retorno não deve seguir apenas uma data. Ausência de dor e inchaço, força próxima entre as pernas e testes funcionais satisfatórios oferecem critérios mais seguros.

Voltar cedo demais pode sobrecarregar o tecido em formação. Em procedimentos de restauração, a recuperação esportiva frequentemente leva vários meses e precisa de acompanhamento individual.

A lesão osteocondral pode virar artrose?

Uma lesão focal pode aumentar a carga nas bordas do defeito e favorecer desgaste ao longo do tempo. Porém, não significa que toda pessoa desenvolverá artrose ou precisará de prótese.

O risco depende do tamanho da área, do osso subcondral, do alinhamento e de lesões associadas.

O ideal é consultar um ortopedista especialista em joelho para uma avaliação detalhada, pois diagnóstico correto, controle da carga e tratamento da causa ajudam a preservar o joelho.

Perguntas frequentes

Toda lesão osteocondral precisa de cirurgia?

Não, pois lesões pequenas, estáveis e com sintomas leves podem melhorar com fisioterapia, ajuste de carga e fortalecimento. A cirurgia é mais considerada quando existe fragmento instável, travamento, dor persistente ou limitação funcional apesar do tratamento conservador. A decisão também depende do tamanho, localização, profundidade e estado geral da articulação.

Posso praticar exercícios com a lesão?

Na maioria dos casos, sim, desde que a atividade seja adaptada ao nível de dor e à fase do tratamento. Exercícios de baixo impacto e fortalecimento orientado são úteis, enquanto corrida e saltos podem exigir pausa temporária. O plano deve evitar tanto a sobrecarga quanto o repouso excessivo.

Quanto tempo demora para voltar ao esporte?

O prazo muda conforme o tipo de lesão, o tratamento realizado e a resposta à reabilitação, podendo variar bastante. Casos tratados sem cirurgia podem evoluir em semanas ou meses, enquanto procedimentos de reparo podem exigir vários meses. A liberação deve considerar força, controle, ausência de inchaço e testes específicos, não apenas o calendário.

Avaliação cirúrgica

Seu caso de joelho pode ter indicação de cirurgia?

O Dr. Ulbiramar Correia é especialista em cirurgia de joelho em Goiânia (CRM-GO 11552 · RQE 7240). Se você já tem indicação de cirurgia, laudo de ressonância/raio-x ou não melhorou com o tratamento conservador, faça a sua avaliação.

Avaliar meu caso no WhatsApp Atendimento voltado a casos cirúrgicos do joelho. Dores sem indicação cirúrgica geralmente começam pela fisioterapia.

Dr. Ulbiramar Correia

Ortopedista especialista em joelho Goiânia. Membro titular da SBCJ (sociedade brasileira de cirurgia do joelho), SBRATE (sociedade brasileira de artroscopia e trauma esportivo) e da SBOT(sociedade brasileira de ortopedia e traumatologia). [CRM/GO: 11552 | SBOT: 12166 | RQE: 7240].

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