Lesões e Doenças do Joelho

Sintomas da Osteoartrite no Joelho: Como Reconhecer

Identifique os principais sintomas da osteoartrite no joelho e quando procurar um especialista com mais rapidez.

Os sintomas da osteoartrite no joelho nem sempre começam com uma dor forte. Muitas vezes, o primeiro incômodo aparece ao descer escadas, levantar da cadeira ou caminhar por mais tempo.

Como a dor melhora com o repouso, muitas pessoas deixam a avaliação para depois.

Com o passar do tempo, porém, o desconforto pode voltar com mais frequência e vir acompanhado de rigidez, inchaço ou dificuldade para movimentar a perna.

Reconhecer esse conjunto de sinais ajuda a procurar orientação antes que tarefas simples fiquem limitadas.

Por que a osteoartrite começa a incomodar o joelho?

Chamar a osteoartrite de simples desgaste da cartilagem deixa de fora boa parte do problema.

Com a progressão da doença, o joelho pode apresentar alterações no osso, inflamação da membrana sinovial, comprometimento dos meniscos e mudanças na estabilidade e na força muscular

Como não possui nervos, a própria cartilagem em si não sente dor. O incômodo aparece quando outras partes do joelho ficam sobrecarregadas ou inflamadas.

Em alguns dias, a articulação produz mais líquido e incha; em outros, os músculos oferecem menos apoio e o joelho parece inseguro.

Isso explica por que há semanas melhores e piores, mesmo sem uma nova lesão. Também mostra por que a radiografia nem sempre acompanha a intensidade dos sintomas.

Uma pessoa pode ter alterações visíveis e pouca dor, enquanto outra enfrenta bastante limitação com mudanças menores no exame.

Quais são os principais sintomas da osteoartrite no joelho?

A dor ligada ao movimento é o sinal mais conhecido, mas não é o único. Em geral, os sintomas aparecem aos poucos e variam conforme a atividade, o tempo de repouso e a fase da doença.

Dor durante as atividades

No começo, a dor pode aparecer depois de uma caminhada longa, um dia mais ativo ou várias subidas de escada. Ela pode ser sentida na frente, na parte interna, na lateral ou em todo o joelho.

Conforme o quadro avança, tarefas menores passam a incomodar. Levantar do sofá, entrar no carro ou permanecer muito tempo em pé pode exigir mais esforço.

Em fases mais intensas, algumas pessoas também sentem dor à noite ou mesmo em repouso.

Rigidez depois de ficar parado

A rigidez costuma surgir nos primeiros passos da manhã ou depois de um período sentado. O joelho parece preso, mas tende a soltar quando a pessoa começa a se movimentar.

Na osteoartrite, essa rigidez geralmente dura menos de 30 minutos. Quando permanece por muito mais tempo, atinge várias articulações ou vem acompanhada de calor e vermelhidão, outras doenças inflamatórias precisam ser investigadas.

Inchaço e sensação de peso

O joelho pode ficar mais cheio depois de uma atividade acima do habitual. Às vezes, o inchaço causa apenas uma sensação de pressão; em outras, dificulta dobrar a perna ou deixa a região mais sensível.

Esse aumento de volume pode acontecer porque a articulação produziu mais líquido durante uma fase de irritação.

Porém, inchaço repentino, calor intenso, vermelhidão ou febre exigem avaliação rápida e não devem ser atribuídos automaticamente à artrose.

Estalos, atrito e travamento

Estalos sem dor são comuns e, sozinhos, não confirmam osteoartrite. Eles merecem atenção quando aparecem com inchaço, limitação, dor ou sensação de que algo prende durante o movimento.

O travamento verdadeiro, quando o joelho não dobra ou estica normalmente, também pode estar ligado a lesões do menisco ou a fragmentos dentro da articulação.

Por isso, esse sintoma deve ser examinado, principalmente quando surge de repente.

Quem tem maior risco de desenvolver osteoartrite?

A idade aumenta o risco, mas a osteoartrite não é uma consequência obrigatória do envelhecimento.

Pessoas mais jovens também podem desenvolver artrose após danos ao menisco, alterações no formato da articulação, fraturas ou lesões de ligamentos.

Outros fatores associados incluem excesso de peso, histórico familiar, desalinhamento das pernas e atividades repetitivas com sobrecarga. Mulheres apresentam maior frequência da doença, principalmente depois dos 50 anos.

Praticar exercícios, por outro lado, não significa que o joelho será “consumido”. Quando a atividade respeita o preparo físico e aumenta de forma gradual, ela pode fortalecer a musculatura e melhorar a função da articulação.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico começa pela conversa sobre a dor e pelo exame físico. O ortopedista procura entender onde dói, quando o sintoma aparece, quanto tempo dura a rigidez e quais movimentos ficaram difíceis.

Também são avaliados inchaço, força, estabilidade, mobilidade e modo de caminhar.

Em pessoas com mais de 45 anos, dor relacionada à atividade e rigidez curta podem formar um quadro clínico bastante típico, desde que não existam sinais fora do padrão.

A radiografia pode ajudar quando há dúvida, deformidade ou necessidade de planejar o tratamento. Já a ressonância magnética não é obrigatória em todos os casos e fica reservada para suspeita de outra lesão.

Percebi esses sintomas: o que fazer agora?

O primeiro cuidado é observar como o joelho se comporta, em vez de tentar fechar um diagnóstico por causa de um único sinal.

Vale perceber quando a dor aparece, quanto tempo dura, se existe inchaço e quais tarefas passaram a incomodar. Essas informações ajudam bastante durante a consulta.

Enquanto aguarda a avaliação, não é necessário abandonar todo movimento. Reduzir temporariamente aquilo que aumenta muito a dor pode ser útil, mas permanecer parado pode piorar a rigidez.

Caminhadas mais curtas, bicicleta leve ou exercícios orientados podem ser opções, desde que o joelho tolere bem.

Como é o tratamento?

Depois da confirmação do diagnóstico, o tratamento pode reunir diferentes medidas:

  • Exercícios para força, mobilidade e equilíbrio;
  • Ajustes nas atividades durante períodos de piora;
  • Redução de peso, quando isso for necessário;
  • Fisioterapia conforme as limitações encontradas;
  • Medicamentos escolhidos de forma individual;
  • Bengala, joelheira ou outros apoios em casos selecionados.

Anti-inflamatórios não são inofensivos, mesmo quando podem ser comprados sem receita. Eles trazem riscos para estômago, rins, pressão arterial e coração, por isso não devem virar uma solução diária sem orientação médica.

Infiltrações e cirurgia também não são o primeiro passo para todos.

A escolha depende da intensidade da dor, do impacto na rotina, dos exames e da resposta ao tratamento clínico. A prótese de joelho é considerada quando a limitação é importante e as medidas anteriores já não oferecem alívio suficiente.

Quando procurar atendimento com mais rapidez?

Uma consulta com ortopedista de joelho especializado em tratamentos ortopédicos de ponta em Goiânia deve ser marcada quando a dor dura várias semanas, volta com frequência ou começa a atrapalhar atividades comuns.

Também merece avaliação o joelho que falseia, trava, perde movimento ou apresenta inchaço repetido.

Procure atendimento mais rápido diante de:

  1. Dor intensa após queda ou torção.
  2. Incapacidade de apoiar o peso.
  3. Joelho muito quente, vermelho ou inchado.
  4. Febre junto com dor na articulação.
  5. Deformidade recente.
  6. Piora rápida sem motivo claro.

Esses sinais podem estar relacionados à fratura, infecção, gota ou outra condição que exige uma investigação diferente.

Perguntas frequentes

Osteoartrite no joelho pode aparecer em pessoas jovens?

Pode, embora seja mais comum com o avanço da idade. Em pessoas jovens, o problema costuma estar ligado a fraturas, lesões de ligamentos ou meniscos, alterações no formato da articulação e sobrecarga repetitiva. O importante é não atribuir toda dor à artrose sem exame, pois outras causas também são frequentes nessa faixa etária.

Todo estalo no joelho indica artrose?

Não. Joelhos saudáveis também podem estalar durante o movimento, principalmente quando não existe dor ou inchaço. O estalo ganha importância quando vem acompanhado de desconforto, travamento, perda de força ou limitação. Nesses casos, a avaliação ajuda a diferenciar osteoartrite de problemas no menisco, na patela ou em outras estruturas.

Exercício piora o desgaste do joelho?

Em geral, não. Exercícios bem escolhidos podem reduzir a dor, melhorar a força e facilitar atividades diárias. O programa precisa respeitar o condicionamento e os sintomas de cada pessoa, por isso a carga deve aumentar aos poucos. Se a dor cresce muito ou o joelho permanece inchado após a atividade, o exercício precisa ser ajustado.

A radiografia sempre mostra a causa da dor?

Nem sempre. A radiografia mostra ossos, alinhamento, redução do espaço articular e osteófitos, mas a dor não acompanha perfeitamente essas alterações. Algumas pessoas têm imagens avançadas e poucos sintomas, enquanto outras sentem muita dor com mudanças discretas. Por isso, o diagnóstico depende da combinação entre o relato, o exame físico e os exames necessários.

Dr. Ulbiramar Correia

Ortopedista especialista em joelho Goiânia. Membro titular da SBCJ (sociedade brasileira de cirurgia do joelho), SBRATE (sociedade brasileira de artroscopia e trauma esportivo) e da SBOT(sociedade brasileira de ortopedia e traumatologia). [CRM/GO: 11552 | SBOT: 12166 | RQE: 7240].

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